1- O povo galego resolverá por si mesmo os seus problemas e necessidades como sujeito permanente do irrenunciável direito de autodeterminaçom.
2- O povo galego vertebrará umha administraçom integral que inclua, de jeito democrático, os territórios excluídos da actual Comunidade Autónoma Galega: as comarcas do Berzo, Cabreira, Seabra e Návia-Eu.
3- O povo galego explorará e salvaguardará os seus recursos naturais.
4- O povo galego construirá umha democracia participativa respeitando sem excepçons os direitos individuais e colectivos.
5- O povo galego tem o direito de escolher o seu próprio modelo de relaçons sociolaborais, o seu modelo económico, o seu modelo social na procura de umha sociedade sem classes nem discriminaçons.
6- O povo galego estabelecerá os seus marcos de relaçons internacionais de forma livre e consciente.
7- O povo galego vertebrará a sua relaçom com a diáspora de forma fraternal, igualitária e solidária.
8- O povo galego relacionará-se em pé de igualdade e fraternidade com o resto dos povos do mundo, em especial com aqueles culturalmente mais próximos.
9- A imigraçom incorporada ao mundo do trabalho da Galiza conformará parte indissolúvel do nosso povo, com idênticos direitos e deveres que o conjunto da populaçom.
10- Galiza para sobreviver como povo tem que conquistar a soberania nacional conculcada por Espanha.
Epílogo
Por sermos nós povo trabalhador consciente e conscientizado; avançada de um futuro livre, anelamos e procuramos umha Galiza soberana, unificada, sem servilismo de nengum género, superadora do patriarcado, machismo e homofobia; do racismo e da sociedade de classes, monolíngüe no social, solidária, internacionalista e fraterna…
De Fisterra ao Mançanal!, de Ortegal ao Minho!, governemos nós mesm@s a Nossa Terra!
Governemo-nos nós mesm@s a nós mesm@s!
Na Pátria, 21 de Junho de 2008